Revisado em 03/05/2008
Apresentação:
Desta vez vamos dedicar atenção especial à cidade de Pindamonhangaba, situada no trecho paulista da região do Vale do Paraíba, e que, como todos os Municípios que tiveram o privilégio de serem servidos pela Ferrovia, deve grande parte de seu progresso e desenvolvimento a mesma. Podemos dizer que a Cidade de Pindamonhangaba foi, de certo modo, privilegiada pois, contava e ainda conta com duas Estradas de Ferro cortando seu território: A Estrada de Ferro Central do Brasil (antigo "Ramal de São Paulo" da Estrada de Ferro Central do Brasil) e a Estrada de Ferro Campos do Jordão, que liga esta cidade à estância de Campos do Jordão, no alto da Serra da Mantiqueira, hoje uma ferrovia que atua quase que exclusivamente para fins turísticos.
Nesta Coluna, enfocamos mais especificamente a Estrada de
Ferro Central do Brasil na cidade de Pindamonhangaba, uma
história que pode ser recontada, graças à grande variedade
de informações que conseguimos encontrar em antigos jornais
do município ou em documentos preservados pelo Arquivo
Histórico Municipal da cidade. Além disso, podemos contar
com diversas fontes orais provenientes de pessoas que
viveram esta época e que tem muita coisa interessante para
nos contar e não podemos deixar de falar também sobre as
pessoas que fazem algo mais, ou seja, dedicam-se a uma
pesquisa mais profunda e compartilham conosco os resultados,
através de publicações em jornais ou até mesmo em livros.
E é justamente uma parte do trabalho dessas pessoas que não
deixam a história cair no esquecimento que estaremos
transcrevendo nessa Coluna dois Artigos escritos pela
Professora Júlia San Martin Boaventura sobre a Ferrovia em
Pindamonhangaba e que trazem vários fatos interessantes à
respeito da inauguração da Estrada de Ferro na distante
década de 70 do século XIX.
Esses Artigos são o resultado de um trabalho sério de
pesquisa desenvolvido pela autora e que nos possibilitou o
acesso a uma variedade de informações à respeito da Ferrovia
em Pindamonhangaba e, porque não, no Vale do Paraíba em seus
primeiros tempos. Sem dúvida, esses dois Artigos serão muito
bem vindos para nós pesquisadores e aficcionados por
ferrovias em geral, visto que as informações sobre as
ferrovias que originaram a Central do Brasil, no caso do
Ramal de São Paulo, a Estrada de Ferro Dom Pedro II e a
Estrada de Ferro São Paulo – Rio são bastante escassas.
Como complemento a esses dois belíssimos artigos, tomei a
liberdade de redigir um pequeno texto contento algumas
informações à respeito da estação de Pindamonhangaba em
tempos passados e atuais.
Sem mais, encerro esta apresentação agradecendo mais uma vez
a minha ex-Professora e agora colega de profissão Júlia San
Martin Boaventura por permitir a transcrição de seus Artigos
no Site da ANPF e desejo a todos uma boa leitura.
Marco Giffoni
Pesquisador Ferroviário
Abril de 2004 - N.º 19
Textos da Professora Júlia San Martin Boaventura, Pindamonhangaba-SP
A Ferrovia em Pindamonhangaba

2003-2004 - 150 Anos da Ferrovia no Brasil
16 de dezembro...(Há 127 anos)
- A Estrada de Ferro não vai mais passar perto da Capela do Socorro nas terras do Sr. Américo de Godoy.
- Você soube que o Dr. Francisco Inácio Marcondes Homem de Mello (1) não quer a Estação longe da cidade e, com suas próprias mãos, fincou as estacas demarcatórias bem no centro em terreno cedido pela Câmara sob a presidência do Dr. Francisco Romeiro?
![]() Ilustração do que seria a Estação de Pindamonhangaba, feita por José Renato San Martin. Cortesia: Marco Giffoni. |
Essas e outras mil novidades invadiam as ruas, lares, comércio, jardins, da pequena e pacata Pindamonhangaba. O povo, alvoroçado, curioso, acompanhou e fiscalizou a picada do mato, o rasgo da estrada, o assentamento dos trilhos; tudo era motivo para comentários.
Iniciando-se no Braz, São Paulo, em fevereiro de 1873, a
Estrada São Paulo – Rio de Janeiro avançava pelo Vale do
Paraíba levantando estações, rasgando morros, descortinando
horizontes, explorando campos,...distribuindo esperanças.
16 de dezembro de 1876
Meio-dia. O sol forte derrubava sobre a cidade intenso
calor. Era verão.
Nada impediu, no entanto, que a compacta multidão se comprimisse nas imediações da Estação da estrada de ferro. Homens de terno, gravata, chapéu, bem arrumados; mulheres de vestidos longos (como era a moda), empunhando graciosas sombrinhas; crianças e mais crianças pulando, brincando, rindo e reinando; idosos, ansiosos e maravilhados por poderem ver... Ver o que? A máquina pesada que anda sobre trilhos. Ver o trem.
![]() Foto da Estação de Pindamonhangaba, publicada no Jornal "A Tribuna do Norte", de 17 de Janeiro de 2003. Esta imagem serviu para ilustrar originalmente o Artigo aqui transcrito. |
O trem de lastro que, pela 1.ª vez, chegaria à Estação de
nossa cidade.
Duas bandas de música, fogos, gritos, palmas, muita ansiedade...inebriou o espírito daquela gente quando a máquina Aricanduva surgiu, silvando, na curva da estrada puxando o lastro que conduzia engenheiros e o Conselheiro Dr. Francisco Inácio Marcondes Homem de Mello, Presidente da Companhia São Paulo e Rio de Janeiro que construiu a estrada.
Ao som do Hino Nacional as autoridades foram freneticamente
ovacionadas.
Um gostoso lanche foi oferecido às autoridades nos armazéns que ficavam atrás da Estação de carga num local em que mais tarde foi construído um sobrado da família Valentini. Abraços, agradecimentos, brindes, discursos, preencheram as horas enquanto algumas pessoas conseguiram do Engenheiro Dr. Dulley a permissão para as duas bandas, viajarem até Taubaté e regressarem à tardinha com novas palmas e vivas.
Quanto tempo demorou para que a gente desta terra deixasse
de mencionar este fato, não podemos precisar, mas
que...demorou muito...isso garantimos.
Uma curiosidade – O maquinista da Aricanduva chamava-se
Thomaz. O sobrenome ficou para sempre esquecido, pois
fixando residência em nossa cidade, todos o conheciam por
Thomaz Maquinista. A curiosidade está em que, precisamente,
no dia 16 de Dezembro, 22 anos mais tarde, essa nossa
personagem suicida-se na cidade de São Bento.
![]() Ilustração do atual prédio da Estação de Pindamonhangaba, feita por José Renato San Martin. Cortesia: Marco Giffoni. |
Estação “Princesa do Norte”
Os fogos de artifício, criadores de sonhos, tinham se eclipsado na escuridão dos céus. Os abraços e cumprimentos da passagem de ano deixando um rastro de alegria e amizade davam espaço à rotina diária, mas...havia no ar novas expectativas.
O palacete do Barão da Palmeira engalanava-se para a grande
solenidade da inauguração da Estrada de Ferro em
Pindamonhangaba. O Presidente da Província, Dr. Sebastião
José Pereira, representantes dos jornais Correio Paulistano
e Província de São Paulo, o superintendente, engenheiros e
toda a Diretoria da Companhia São Paulo e Rio de Janeiro
seriam homenageados condignamente pelos poderes legislativo,
executivo e judiciário.
Se a chegada do trem de lastro, inspecionando a estrada,
tanta gente levou à Estação, a vinda do comboio com tantas
autoridades teve uma recepção digna da conhecida
hospitalidade da Princesa do Norte exibindo a Estação
ornamentada por flores e bandeirolas. Duas bandas de música,
entoando hinos, agitavam o compacto aglomerado de pessoas. À
chegada do trem, palmas, viva, ovações, delírio.
Era 18 de Janeiro de 1877.
Durante gostoso lanche regado ao champanhe, no vasto armazém
da estação, ouviu-se a palavra do Dr. Gregório Costa, do
Conselheiro Dr. Francisco Inácio Marcondes Homem de Mello,
presidente da companhia, do Dr. Miguel de Godoy e do Dr.
Rangel Pestana.
O povo, porém, esperava o espetáculo da noite, quando todas as casas iluminaram sua frente e a Companhia Ribeiro Guimarães apresentou no Teatro, na praça Monsenhor Marcondes, a peça dramática Maria Simão com os autores muito aplaudidos.
O fato marcante das comemorações, entretanto, aconteceu na
noite de 19 de Janeiro.
O baile no Palacete da Palmeira. Que beleza!
A riqueza, o luxo, a elegância, o belo, ali se reuniram. As
senhoras e senhoritas subiam as escadarias exibindo vistosas
jóias e “toilettes” exuberantes. O cavalheirismo masculino,
o recato nas maneiras chamaram a atenção dos visitantes e
ocasionaram artigos nos jornais da capital.
“No rico palacete do Barão da Palmeira teve lugar o baile,
oferecido pela comissão de festejos à Diretoria e
Engenheiros da Companhia. A riqueza, o luxo, o
cavalheirismo, a afabilidade e os gosto davam naquela
reunião a medida do adiantamento da população de
Pindamonhangaba.
O palacete se ostentava luxuoso e as senhoras apresentavam
“toilettes” de muito custo e bastante bom gosto; os
cavalheiros à corte imprimiam à reunião a feição de um baile
nas grandes capitais.
As senhoras mostravam ilustração e espírito, o que releva
que o grau de instrução de Pindamonhangaba tem subido. Só às
cinco horas da manhã terminou aquela festa que definiu
perfeitamente o progresso, a civilização e a riqueza de
Pindamonhangaba.”
Jornal Província de São Paulo. (hoje
O Estado de São Paulo)
“...naquele dia realizou-se ali o baile; ao par da riqueza
que ostentava o luxuoso edifício, admirava-se também a
magnificência, o bom gosto nas “toilettes” das senhoras
muitas das quais eram deslumbrantes.”
Jornal Correio Paulistano
Foi ou não foi uma festa bonita? Será que teremos, um dia,
um baile desses no Palacete Barão da Palmeira? Sonhar não é
pecado.
Só para terminar...quando a linha foi inaugurada em
Cachoeira Paulista, ponto terminal, em 8 de Julho de 1877
(2),
o nosso ilustre Conselheiro Dr. Francisco Inácio Marcondes
Homem de Mello recebeu do Governo Imperial o título de Barão
Homem de Mello.
Esses dois artigos foram escritos pela Professora e
Escritora Júlia San Martin Boaventura e publicados no Jornal
Tribuna do Norte, da cidade de Pindamonhangaba-SP, nos anos
de 2002 e 2003.
|
(1) Francisco Inácio Marcondes Homem de Mello, filho do Major Francisco Marcondes Homem de Mello e de Ana Francisca de Mello (Viscondes de Pindamonhangaba), nasceu em 1.º de Maio de 1837. Estudou no Seminário de Mariana, em Minas Gerais, ingressando na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais. Regressando a Pindamonhangaba, ingressou no Partido Liberal, elegendo-se vereador e presidindo a Câmara Municipal da sua Cidade, em 1860. Passando a residir no Rio de Janeiro em 1861, foi eleito mediante concurso, lente de História Antiga e Medieval, no Colégio Dom Pedro II. Em 13 de Fevereiro de 1864, foi nomeado pelo Imperador Dom Pedro II, Presidente da Província de São Paulo; em 8 de Abril de 1865, Presidente da Província do Ceará, e a 27 de Novembro de 1865, Presidente da Província do Rio Grande do Sul, com a missão de organizar o 3.º Corpo do Exército Imperial, destinado a operar na Guerra do Paraguai. Em 7 de Julho de 1867 foi condecorado pelo Governo Imperial com a Comenda da Ordem da Rosa. Em 1869, presidiu o Banco do Brasil e a 19 de Janeiro de 1873 foi nomeado Inspetor Geral da Instrução Pública Primária e Secundária do Rio de Janeiro. Sendo Presidente da Estrada de Ferro, foi agraciado, por ocasião da inauguração do trecho Cachoeira Paulista a São Paulo, pela Princesa Imperial Regente, Dona Isabel, com o Título de Barão Homem de Mello, a 4 de Julho de 1877, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Império e à administração daquela Ferrovia. Eleito Deputado Geral, representou a Província de São Paulo na Assembléia Geral do Império, na Legislatura de 1878 a 1881, integrando o Gabinete Saraiva (José Antonio Saraiva), como Ministro do Império e da Guerra. Conselheiro do Império, participou ativamente da campanha abolicionista. Em 1878, foi nomeado Presidente da Província da Bahia e a 27 de Julho de 1882, diretor da Biblioteca Nacional. Dedicando-se ao jornalismo, foi colaborador do jornal “Correio Paulistano”, da revista dos Ensaios Philosóphicos, da revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de outras publicações importantes da sua época. Lente de Geografia e História do Colégio Militar do Rio de Janeiro, era Major honorário do Exército Brasileiro. Membro e presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, pertenceu a diversas associações culturais, científicas, religiosas, literárias, no Brasil e no exterior. Em 1917, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de José Veríssimo. O Barão Homem de Mello casou-se pela primeira vez com sua prima Maria Joaquina Marcondes Ribas, e em segundas núpcias com Julieta Unzer. O Barão Homem de Mello faleceu no dia 4 de Janeiro de 1918, em Campo Belo, Estado do Rio de Janeiro, não deixando descendentes. (Fonte: PASIN, José Luís. Os Barões do Café (Titulares do Império no Vale do Paraíba Paulista)). (2) Cachoeira Paulista era o ponto terminal do ramal paulista da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em bitola larga (1,60m) enquanto que a Estrada de Ferro São Paulo – Rio de Janeiro fora construída em bitola métrica (1,00m) e, isto impedia o intercâmbio de vagões entre as duas ferrovias, sendo necessária a baldeação de uma para a outra. Com a proclamação da República em 1889, a Estrada de Ferro Dom Pedro II passa a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil que acaba encampando algum tempo depois a Estrada de Ferro São Paulo – Rio de Janeiro. Em 1896 começam as obras de alargamento da bitola no trecho Cachoeira – São Paulo que são concluídas em 1908. |
Um pouco mais sobre a Central do Brasil em Pindamonhangaba - Por Marco Giffoni
A Estação Ferroviária de Pindamonhangaba situa-se no km 325,961 do
"Ramal de São Paulo" da Estrada de Ferro Central do
Brasil e, além desta, o município também era servido por
outras duas estações: a de Moreira César, no km 314,958 e a
de Coruputuba no km 318,416.
O atual prédio da estação foi projetado e construído volta
de 1921 pelo Dr. Dimitrius Stambolos e, até meados da década
de 70 este mesmo edifício também serviu à Estrada de Ferro
Campos do Jordão.
Em 1952 cogitou-se em transferir as oficinas de locomotivas
da Central que, na época estavam localizadas na cidade de
Jacareí para Pindamonhangaba mas, ainda não foi possível
apurar se tal transferência foi realmente efetivada. O que
sabemos é que no período em que a RFFSA (Rede Ferroviária
Federal S/A) administrou as linhas da Central até a sua
privatização em 1996, os prédios que deveriam ser ocupados
por essa oficina de locomotivas que seria transferida de
Jacareí, sediaram as oficinas de mecanização para os
equipamentos que eram utilizados no serviço de manutenção da
via permanente (socadoras, reguladoras, dragas, poclains,
autos e caminhões de linha). Esse destacamento de máquinas
foi transferido para a cidade de Barra do Piraí-RJ, quando a
atual concessionária, a MRS – Logística, assumiu o trecho da
ferrovia que corta o Vale do Paraíba.
![]() Estação de Pindamonhangaba em meados dos anos 40. Notem à esquerda o "bondinho" da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Foto da Coleção de Júlia San Martin Boaventura. Cortesia: Marco Giffoni. |
Após a desativação dos trens de passageiros no início dos
anos 80, a estação passou por um período de abandono até ser
reformada em 1987 pela própria RFFSA. A Estação de Moreira
César não teve a mesma sorte e foi demolida por volta de
1990. Coruputuba, por sua vez, é utilizada até os dias
atuais para manobras e carregamento dos trens que fazem o
transporte de areia, além de possuir um pequeno ramal que
serve à Confab Tubos.
A Estação de Pindamonhangaba é atualmente operada pela MRS
Logística, empresa que detém a concessão da malha em bitola
larga da Central do Brasil, e que mantém em suas instalações
a sala de equipamentos e sinalização, além de um
guarda-cancelas que tem a responsabilidade de orientar os
funcionários da prefeitura que trabalham nas passagens de
nível da cidade à respeito das passagens e manobras dos
trens.
O prédio também serve de sede para a ONG Mantiqueira Viva,
que o utiliza em seus eventos e reuniões semanais.
FONTES
BIBLIOGRÁFICAS
BOAVENTURA, Júlia San Martin. 16 de Dezembro...(Há 126
anos) Tribuna do Norte, Pindamonhangaba, 17 de Dezembro 2002.
(Transcrição)
BOAVENTURA, Júlia San Martin. Estação “Princesa do Norte”.
Tribuna do Norte, Pindamonhangaba, 17 de Janeiro de 2003. (Transcrição)
PASIN, José Luís. Os Barões do Café (Titulares do Império
no Vale do Paraíba Paulista). Aparecida: Vale Livros, 2001.
VASCONCELLOS, Max. Vias Brasileiras de Comunicação. Rio de
Janeiro: Serviço Gráfico do IBGE, 6.ª Edição, 1947.
AS OFICINAS DA ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL PARA
ESTA CIDADE. Tribuna do Norte, Pindamonhangaba, n.º 3675, 04
de Novembro de 1951.
AS OFICINAS DA ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL DE
JACAREÍ. Tribuna do Norte, Pindamonhangaba, n.º 3681, 16 de
Dezembro de
1951.
AGRADECIMENTOS
Museu Frei Galvão – Arquivo Memória de Guaratinguetá,
Guaratinguetá-SP.
Arquivo Histórico Municipal de Pindamonhangaba,
Pindamonhangaba-SP.
Sr. Nelson Correia (MRS Logística)
Este artigo é composto de dois Textos da Professora Júlia San Martin Boaventura (16 de Dezembro...(Há 126 anos) e Estação “Princesa do Norte”), sendo organizado, ilustrado e teve informações adicionadas ao final por Marco Giffoni, licenciado em História pela Universidade de Taubaté (UNITAU), membro da ANPF e pesquisador da História Ferroviária da nossa região.
Para saber um pouco mais da
história das ferrovias da nossa região, não deixe de visitar
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