Atualizado em: 29/01/2004
Apresentação:
A Estação de Sabaúna está completando 111 Anos de existência e em 27 de Dezembro, a localidade já havia completado 376 Anos de vida. Em meio a isso, a ANPF coloca no ar, um Super Artigo para comemorar. A primeira parte, é uma primorosa Crônica intitulada "Oito Minutos", escrita por Cleide Soares, quando a Estação funcionava como Arquivo-Morto da RFFSA em meados da década de 80. Já a segunda parte, trata de contar de forma correta, um pouco da História da Estação de Sabaúna, que completou 111 anos no dia 1.º de Janeiro. A partir deste texto, tentamos resgatar de forma certa a História da Estação de Sabaúna. Você pode até achar históricos de Sabaúna em alguns sites, mas que devem ser olhados com muita reserva quanto ao conteúdo, pois nem sempre contam a história corretamente. Este Texto tem o objetivo de ser uma fonte segura quanto a isso, sendo esse, o seu maior diferencial. É objetivo da Associação resguardar a História da Central do Brasil, e em um futuro, pretendemos estender esta iniciativa por boa parte das Linhas da Central do Brasil, prioritariamente o trecho Paulista, zelando assim pela História da Grandiosa Central do Brasil na Internet.
Em meio à essas Comemorações, em Junho teremos mais duas Colunas com Sabaúna em Destaque: uma em Comemoração aos 50 Anos de Aniversário do Assalto a um Trem Pagador da Central na região, e outro em Comemoração do primeiro Aniversário da retomada do Prédio da Estação pela ANPF. Aguarde! Muitas novidades boas estão por vir! Paralelo a isso, teremos Colunas especiais em Comemoração aos 450 Anos de São Paulo, 80 anos da Revolução de 1924 e 150 Anos da Ferrovia no Brasil! É a ANPF preservando também a Memória Ferroviária, porque a História também é importante!!!
Christoffer R.
Webmaster - ANPF
Janeiro de 2004 - N.º 13
Por Cleide Nogueira Soares e Christoffer R.
Oito Minutos e os
111 Anos da Estação de Sabaúna

2003-2004 - 150 Anos da Ferrovia no Brasil
Oito Minutos...
|
A Estação de Sabaúna em épocas passadas com populares posando. Foto: (?) |
|
Vista do Guichê de Sabaúna, localizado no Hall Principal da Estação. Foto: Gledson O. R. |
O guichê estava vazio.
Faltavam apenas oito minutos para o Trem partir e não havia
ninguém para me vender a passagem.
Que deterioração, pensei.
Até a última viagem que fiz no antigo “Expressinho”,
lembro-me que chegava à Estação Roosevelt, em São Paulo, e
no guichê específico para aquele Trem, comprava a passagem
para Sabaúna, de 1.ª Classe, pois naquela época, tinha
condições para adquirir um lugar no carro mais confortável.
Após comprar a passagem, aguardava a hora do embarque na
sala de espera, sentada confortavelmente, ou tomava um
refrigerante, ali mesmo na Estação, pois o bar transmitia
confiança quanto à higiene e limpeza.
Vinte e poucos anos se passaram.
Há mais de duas décadas que Sabaúna não mais escuta o apito
do “Expressinho” chegando ou saindo da Estação: um prédio
imponente, bonito, orgulho para a população do Distrito,
pois na época em que funcionava, era louvada como sendo a
maior das Estações da região.
A trancos e barrancos, o prédio da Estação sobreviveu por
todos esses anos, fechado, servindo para guarda do
Arquivo-Morto da RFFSA.
|
Outra foto da Estação de Sabaúna em épocas passadas. Nesta foto podemos ver populares brincando em frente à Estação. Foto da Coleção de Marcos Figueira. |
Hoje, ao dirigir-me ao guichê, na mesma Estação Roosevelt,
para comprar a passagem para o Trem “Expressinho” não havia
ninguém que pudesse atender a mim e aos demais passageiros.
Faltavam 8 minutos para a saída do trem.
Os mesmos 8 minutos que devem ter levado para destruir o
prédio mais altivo de Sabaúna: a Estação de Trem.
Outra deterioração.
Deterioração do prédio igual à deterioração do atendimento na Roosevelt ou das autoridades em Sabaúna que fecham os olhos diante da depredação dos bens públicos.
Há uma esperança, porém.
Alguém apareceu no guichê da Roosevelt para nos vender as passagens do Expresso Mogi, neste sábado de Agosto.
Quem sabe se não aparecerá alguém que venha restabelecer a
imponência do prédio da Estação de Sabaúna, dando-lhe uma
finalidade proveitosa para a comunidade do Distrito?
É proibido sonhar? Não!.... Depredar, sim!
|
Ilustração publicada no folheto comemorativo aos 361 anos de Sabaúna. Nele temos a Estação Ferroviária e o antigo prédio da Igreja da Praça Central de Sabaúna. Ilustração de (?) |
|
Esta crônica foi escrita na década de oitenta, quando havia o trem de subúrbio conhecido como “Expresso”, ligando Roosevelt a Mogi das Cruzes, em uma viagem direta, sem paradas. |
Cleide Maria Nogueira Soares
111 Anos da Estação de Sabaúna

A partir deste texto, tentamos resgatar de forma correta a História da Estação de Sabaúna. Você pode até achar históricos de Sabaúna em alguns Sites, mas que devem ser olhados com muita reserva quanto ao conteúdo, pois nem sempre contam a história da forma certa. Este texto tem o objetivo de ser uma fonte segura quanto a isso, sendo esse, o seu maior diferencial. É claro que erros acontecem, inclusive nesta Coluna, mas podem estar certos que estamos atentos a isso, e abertos à correções, caso necessárias.
|
Local onde em tese seria o primeiro prédio da Estação de Sabaúna. Em destaque o que parece ser ruínas de um estribo (plataforma). Foto: Christoffer R. Abaixo, temos a Caixa d'Água de Sabaúna, que fica quase em frente. Foto: Gledson O. R.
|
Inicialmente, quando da construção da Companhia São Paulo & Rio de Janeiro, a localidade de Sabaúna não possuía uma Estação ou parada oficial, mas há uma pequena e não comprovada possibilidade de ter existido nas proximidades uma parada não oficial, pois a partir de Sabaúna no sentido Mogi, a “Serra de Guararema” se acentua, alcançando impressionantes 2% (a cada 100m na horizontal, subimos 2 na vertical, o mesmo percentual das linhas que vencem a Serra do Mar no Rio de Janeiro). Devido a isso, os trens e locomotivas necessitavam parar mais para serem abastecidos com água e lenha ou carvão. Naquela época, oficialmente, só existia a Estação de Jacareí, sendo posteriormente inaugurada uma pequena parada em Guararema.
Em Abril de 1893, a região compreendida
por onde hoje se localiza Sabaúna, foi comprada
pelo Estado, fato bem detalhado no
Histórico
de Sabaúna, mas já em Janeiro deste mesmo ano, a localidade
havia ganho um
grande fator desenvolvimentista: Uma Estação, onde pela
primeira vez o nome Sabaúna foi ostentado em letras grandes,
ficando à mostra para todos os viajantes, sendo visualizado
por desde o humilde passageiro até as grandes autoridades da
época, que para se locomover entre as duas mais importantes
Cidades do País possuíam por muito tempo como única opção, o
Trem. Anteriormente, em 1891, o trecho da
Companhia
São Paulo & Rio de Janeiro havia sido encampado
pela Central do Brasil, sendo esta, a Central do Brasil, que instituiu a
Estação.
Os mais antigos contam que a primeira Estação de Sabaúna era
bem simples, um prédio construído em madeira, com um pequeno
estribo construído com tijolos e cimento, localizado a cerca
de 100m de onde está o atual prédio. Há quem afirme, que
algumas pequenas ruínas existentes onde teoricamente seria a
primeira Estação, eram do antigo prédio. Há uma grande
possibilidade nisso, pois realmente parece ser semelhante a
um estribo de plataforma. Esta evidência fica bem próxima da
Caixa
d’Água de Sabaúna, pouco à frente de uma pequena Capela
criada pelos Ferroviários. Mas também há quem afirme, que a
antiga Estação ficava um pouco mais à direita. É uma dúvida
que ainda demanda uma pesquisa mais profunda, a qual,
estamos empenhados.
A primeira Estação foi inaugurada
oficialmente, segundo documentos da Central do Brasil,
em 1.º de Janeiro de 1883, e outro fato curioso acerca
disso, é que o local original para a construção de uma
Estação na região, como contam os antigos, é que ela deveria
ter sido construída mais próximo de Mogi (a cerca de 100m à
direita da Passagem de Nível que dá acesso ao Centro de
Sabaúna) se não fosse a intervenção da família do Professor Aristóteles de
Andrade (com a possibilidade de ação do próprio), doando
terras para a Central na região aonde possuíam terrenos, para que assim
fosse construída a nova Parada. Com isso, ele acabou
valorizando propositalmente as suas terras que ficavam no
entorno da Parada, compreendidas pelo atual Centro de
Sabaúna.
O prédio atual foi inaugurado a 3 de Maio de 1932,
construído graças aos esforços do Prefeito de Mogi das
Cruzes na época,
Eduardo Lejeune e do Engenheiro Residente da Central, Dr.
Mário Castilho do Espírito Santo. O antigo prédio foi
abandonado até que desapareceu com o tempo, por volta da
década de 80, depois de servir
de residência para funcionários até os anos 60, segundo
moradores. Interessantemente pôde ser visto recentemente no
Cinema na Estação, um vídeo de um passeio da Locomotiva 353
pela região no início da década de 80, onde rapidamente
aparece o que seria este antigo prédio.
|
Uma belíssima fotografia de Sabaúna. Nela, no centro ao fundo, podemos ver a Estação e ter uma vista parcial de Sabaúna. Também podemos ver os desvios da Linha da Pedreira de Sabaúna, que passava próxima a esta primeira casa que estamos vendo a direita. Foto da Coleção de Marcos Figueira. |
Conta Cleide Soares, membro ativo da ANPF,
que seu tio, hoje ainda vivo, contava que quando o atual prédio de Sabaúna
ainda estava em construção, ele brincava entre as paredes do
prédio ainda inacabado. Isto, em 1932.
Seu tio também conta que durante a Revolução de 32, os trens
quando passavam por Sabaúna eram saudados pelos moradores e
quando eles paravam por alguns minutos para abastecerem
com água e mantimentos, a população também ajudava os
soldados. Já quando ocorreu a vitória de Getúlio Vargas,
praticamente ninguém saiu para saudar os vitoriosos que
passavam pela região rumo a São Paulo.
|
Vagão sendo carregado com jacás de repolho em Sabaúna. Foto: (?) |
Outro causo interessante sobre a Revolução e Sabaúna, é que durante o conflito, diversos veículos eram apropriados pelo Estado para fortalecer-se no combate. Sabaúna que além do Trem, possuía a antiga Rodovia São Paulo-Rio – SP66, que passava perto de seu Núcleo, tendo assim o modal rodoviário como outra forma de ligação e uma linha de ônibus entre Mogi e Sabaúna que foi criada em 1926, inicialmente operada pelo Sr. Álvaro Rodrigues Mathias e depois chegou a ser operada pelos irmãos espanhóis João e Miguel Paniagua. Como eles possuíam um ônibus, para não terem que ceder o ônibus às Tropas Constitucionalistas, eles sabedores disso, esconderam o ônibus em um sítio da região.
Outro fato curioso, é que ocorreu a 200 metros à frente da
Estação de Sabaúna no dia 9 de Junho de 1954 um
assalto a um Trem Pagador da Central, que acabou vitimando o
Pagador Manoel de Oliveira Andrade, que posteriormente em
sua homenagem, deu nome a uma
Estação em São José dos Campos: Pagador Andrade, na Variante
do Parateí. Outra
curiosidade é que “O Assalto ao Trem Pagador” é um título de
um aclamado Filme da década de 60, que retrata outro
verídico assalto a um Trem Pagador na região de Japeri,
baixada fluminense, que acaba nos remetendo a este assalto
na nossa região e que no ano de 2004 completará 50 anos, e
conforme nossa programação, haverá alguma reconstituição
histórica do fato com as devidas homenagens. Em Junho está
previsto uma Coluna de "A História nos Trilhos" sobre o
tema, portanto, não perca!
Conforme o tempo passava, o novo prédio da Estação foi sofrendo algumas modificações,
sendo construído um anexo interno no prédio e no decorrer do
tempo, ela acabou se tornando apenas em um Arquivo-Morto da RFFSA
(Por volta de 1966),
perdendo sua função de ser: Uma Estação. Na parte interna do
prédio, temos a sala do chefe da Estação, o Guichê onde eram
compradas as passagens, a antiga sala de Alavancas, que
controlavam os desvios do pátio de Sabaúna, o antigo local
do primitivo banheiro, o anexo construído e outros detalhes
mais. Dentre eles, temos uma parte, onde ainda há pisos,
pinturas, adornos e forros originais, que não foram
totalmente destruídos pelo morador que posteriormente
invadiu o prédio. Interessantemente na Cerâmica do piso, em
seu fundo, podemos ver as iniciais da grandiosa ferrovia: CB
(Central do Brasil).
Apesar de ter servido como Arquivo-Morto por cerca de 20
anos até o último Trem de Passageiros ter sido desativado
(trata-se do Mistinho entre Mogi e São José dos Campos
funcionou até cerca de 1986), a plataforma da Estação ainda
servia para embarque e desembarque de raros passageiros, mas
no caso, as passagens eram cobradas no interior do Trem. Depois de ter servido como Arquivo-Morto da RFFSA, assim
como a antiga Linha Tronco, o prédio foi
abandonado após a retirada do material que estava organizado
ali. Como diversas estações em todo o Brasil, e também no
Vale do Paraíba, ela foi fechada, abandonada à própria
sorte, levando-a a um processo de depredação e degradação.
|
Aqui podemos ver o Santa Cruz passando por Sabaúna, muito provavelmente em meados da década de 50. Ao fundo podemos ver o que hoje é a FAME (Materiais Elétricos), e a recém terminada Praça da Matriz de Sabaúna. Aquela Caixa d'Água que podemos ver em foto a seguir, já estava desativada. Foto da Coleção de Marcos Figueira. |
Em 1990, uma família ocupou o prédio vazio, e por lá ficou até
pouco tempo atrás, mais precisamente até meados de Junho de
2003,
repartindo o espaço com uma "ONG de fachada", que na verdade
era uma forma de justificar a "tomada" do prédio por esta
família. Essa ONG na verdade não funcionava realmente, sendo
que o lado da Estação em frente à via estava muito degradado
e maltratado. A família que ocupava o prédio foi retirada
por meio de um acordo, e a Estação em um futuro virará a
Sede da ANPF. Atualmente o prédio está sob guarda da ANPF.
O estado do prédio quando foi desocupado era lastimável:
Havia um odor forte além de ter sido muito degradado. O lado voltado à linha
férrea está em péssimas condições, com sinais até mesmo de
chamas de um fogão a lenha. Boa parte do madeiramento das
portas está perdido, e precisará ser todo
reconstituído. O telhado também precisará ser todo
desmontado, e madeiras e telhas precisarão ser trocadas.
No dia 19 de Junho de 2003, feriado de Corpus Christi, foi realizado um
mutirão de limpeza, higienização e desodorização da Estação
pela ANPF, comunidade, bem como convidados de outras Cidades
e até mesmo de outro Estado, que vieram especialmente ajudar
nesta ação. Neste mutirão, foram retiradas todas as fiações
antigas, e o prédio foi todo lavado. Foi o primeiro passo
para um projeto maior: O Projeto de Revitalização e
Restauração da Estação de Sabaúna.
É um Projeto que para ser concluído
levará tempo e um certo gasto. O Responsável foi o
Laboratório de Arquitetura da Universidade São Marcos, que
executou o Projeto Físico-Aquitetônico para ser apresentado
aos Patrocinadores. Ele foi concluído no final de 2003, e
assim como na Exposição 150 Anos de
Ferrovia - Projeto ANPF, temos a pretensão de criarmos Banners para apresentar o
Projeto ao Público na Estação, também fazendo referência às comemorações dos 111
Anos da Estação de Sabaúna, que se completaram neste 1.º de Janeiro. O
cronograma ainda é incerto, mas esperamos que possamos
executá-lo o mais rápido possível.
O prédio vem sendo utilizado em parceria com uma Associação de moradores da localidade, a SAS – Sociedade Amigos de Sabaúna, sendo que ele foi cedido para a realização de uma oficina de dança além de outras oficinas mais. Além disso, a ANPF vem utilizando-o para reuniões, apresentação de projetos, além de ter sido feito o Cinema na Estação e ter inaugurado a Exposição 150 Anos de Ferrovia - Projeto ANPF, sendo aberta ao público em diversas oportunidades, inclusive nas Comemorações do Aniversário de Sabaúna.
A integração com a comunidade é muito importante, pois o projeto da ANPF é muito maior do que colocar um “trenzinho” para rodar. Ele também é Social. Além disso, a importância da Estação para a localidade é enorme. No passado o trem trazia desenvolvimento às cidades e localidades. Haviam dois lugares concorridos socialmente: A Estação e a Praça da Matriz. Quem nunca notou em cidades pequenas o movimento nesses locais? Isso perdurou visivelmente até a década de 40 e 50, sendo ainda mais visível nas décadas anteriores, mas perdendo gradativamente o destaque em décadas posteriores. Como não poderia deixar de ser, Sabaúna também se beneficiou com isso. A cada trem que passava, era a alegria de receber quem chegava, uma pontinha de tristeza por quem partia, mesmo que fosse voltar... Na Estação era possível saber notícias das Capitais de São Paulo e do Rio, ver pessoas ilustres como Presidentes da República, senadores, deputados, cantores, atores, diversas personalidades da TV, etc. Era possível ver também as pessoas chiques da capital, finamente trajados... Haviam ainda os Trens de Aço, com enorme conforto e elegância, as Automotrizes, o Trem Azul, o Expressinho, o Mistinho, o Trem Húngaro, ah! O Trem Húngaro... enfim...
|
Nesta foto vermos uma locomotiva abastecendo em uma segunda Caixa d'Água que existia em Sabaúna. Podemos ter a noção de como era o pátio e a plataforma central da Estação. Esta foto foi tirada por ocasião da Festa do Divino ou comemorações da Festa da Padroeira da Igreja de Sabaúna. Foto da Coleção de Marcos Figueira. |
O Projeto da ANPF, quando estiver em funcionamento, trará novamente
desenvolvimento, e atrairá mais pessoas, e reiniciará o
ciclo que existia no passado. A Estação será novamente um
pólo de atração, com quiosques, banquetas e muito mais,
inclusive um "Café" em seu interior, voltando a ser
concorrida socialmente.
|
Aqui temos fotos de diversos "Trens Especiais" que passaram por Sabaúna, em ordem cronológica. Acima, por volta da década de 50, temos a visita da "Baroneza", a primeira locomotiva do Brasil, de passagem por Sabaúna. Foto da Coleção de Marcos Figueira. Logo abaixo, temos a primeira visita da "Velha Senhora", a maior locomotiva da Central do Brasil, preservada e operacional, em passeio realizado no início da década de 80. Foto de Carlos Roberto de Almeida. Abaixo desta, temos outra foto da "Velha Senhora" em Sabaúna, só que em Novembro de 86, participando das comemorações do Aniversário de Sabaúna. Foto da Coleção de Marcos Figueira. Por fim, abaixo, temos a volta dos Carros Budd, os antigos "Trens de Aço" às antigas linhas da Central por ocasião do primeiro Passeio Experimental da ANPF. Carros similares a estes fizeram parte do famoso "Santa Cruz" entre o Rio e São Paulo. Foto de Willian Imkamp Martins. |
A importância da Ferrovia, é que ela facilitou enormemente a
locomoção dos moradores, mantendo-os em contato com as
grandes capitais, diminuindo o marasmo da localidade...
Muitos locais onde o Trem se foi definitivamente morreram ou
entraram em processo de regressão, como Bom Jesus, Luís
Carlos, e de certa forma até São Silvestre.
Interessantemente, o prédio de Sabaúna é praticamente
idêntico ao de Guararema, que foi construído primeiro, e
está localizado próximo à região Central de Guararema. Dizem
que ela é a mais bela do trecho, e com razão. Mas somente
continuará sendo a mais bela até a Estação de Sabaúna ser
recuperada, pois esta, passará a ser a mais bela de todo o
trecho...
ALGUNS DADOS:
Inauguração do primeiro prédio: 01/01/1893
Inauguração do segundo prédio: 03/05/1932
Retomada do prédio de
Sabaúna: 19/06/2003
Construção e Inauguração do atual prédio de Guararema: Por volta de 1927
Distância do Rio de Janeiro (D. Pedro II): 437,531km
Distância de São Paulo (Roosevelt): 61,503km
Distância de Jacareí: 30,207km
Distância de Mogi das Cruzes: 12,670km
Distância de Guararema: 10,907km
Altitude de César de Souza:
749,733m
Altitude de Sabaúna: 661,930m
Altitude de Guararema: 578,994m
Christoffer R.
FONTES BIBLIOGRÁFICAS
GRINBERG, Isaac; História de Mogi das Cruzes (Do começo até 1954). São Paulo, 1961.
GRINBERG, Isaac; Mogi das Cruzes de antigamente. São Paulo, 1964.
VASCONCELOS, Max; Vias Brasileiras de Comunicação. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Geografia, 6.ª ed., 1947.
COLABORAÇÃO
Claudinei Simões
Cleide Soares
Sr. Dorival
Fábio Barbosa
AGRADECIMENTOS
A todos que colaboraram direta e indiretamente com este trabalho, seja com fotos, dados, e até mesmo com a nobre visita ao Site.
COMPLEMENTOS
Para saber mais, você não pode deixar de visitar os seguintes Links:
História de Sabaúna (com diversas fotos)
Estrada de Ferro Central do Brasil
Estrada de Ferro São Paulo - Rio de Janeiro
Este Artigo é obra de Cleide Soares e Christoffer R., membros da ANPF. A primeira parte, é uma primorosa Crônica intitulada "Oito Minutos", escrita por Cleide Soares, quando a Estação funcionava como Arquivo-Morto da RFFSA em meados da década de 80. Já a segunda parte, trata de contar de forma correta, um pouco da História da Estação de Sabaúna, que completou 111 anos no dia 1.º de Janeiro.
Para saber um pouco mais da
história das ferrovias da nossa Região, não deixe de visitar
a Seção Histórico em nosso
Site, e conhecer as outras Colunas desta Seção.
Não deixe de conhecer também a
História
de Sabaúna, com direito a diversas fotos, inclusive com
referência à Ferrovia, como não podia deixar de ser.
Conheça também o restante do site da ANPF
©ANPF 2004 - Direitos Reservados